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domingo, 8 de março de 2015

Para não dizer que não falei de flores ou O MUNDO FEMININO

Definitivamente existe um mundo diferente, que me cerca, mas que eu poderia definir como uma outra dimensão.  Nele, tudo tão igual ao meu, as coisas assumem cores, sabores, odores, nuances e valores tão diferenciados que parece ser outro mundo.
Ali as coisas do espírito estão mescladas em tudo e a percepção do divino e seu oposto são levadas mais a sério.  Um simples arranjo de flores amarelas substituindo as rosas rosas mudam o ambiente transformando-o definitivamente. E cada detalhe, cada móvel ou cada quadro emprestam energia e sinergia indo além do belo e confortável para o harmonizado e aconchegante.
Mesmo as pessoas não possuem apenas nome e caráter, são compostas por pele, cabelos, roupa que falam de suas personalidades e estado de espírito.
Grupos sociais, como a família, por exemplo, precisam muito mais do que o simples sustento, educação, saúde, esporte ou lazer. As pessoas da família neste outro mundo precisam de envolvimento, acalanto, afeto, incentivo e auto estima. Mas não para vencer na vida - para vencer a vida.
Sendo do gênero masculino devo me render, não apenas por não ser este o meu mundo, mas pela maioria de seus habitantes, que esse é um mundo que devo conceituar como Mundo Feminino.
Acho que mais ninguém imagina que todos os habitantes de um mundo feminino devam ser fisicamente mulheres e, como eu, certamente, vão concluir que o que define os habitantes destes mundos, digamos, dimensionais, é a alma.
As mulheres deveriam formar, por exemplo, o maior grupo de líderes religiosos do mundo pois que entendem de alma e preces como ninguém e é a elas que recomendamos, nós, do gênero masculino, as orações que necessitamos sem confiar nas que podemos formular.
Aliás, pela lei do equilíbrio deveria existir um Mundo Masculino em contra ponto - mas estou convencido, neste caso que existe apenas o excludente - o mundo dos outros, o mundo de quem não pertence ao Mundo Feminino e, este também, está repleto de mulheres.
As diferenças que a ciência foi capaz de diagnosticar entre os gêneros humanos não são capazes de explicar este outro mundo que faz com que em uma realidade impregnada de cultura machista e até antifeminista, que sejam elas, direta ou indireta ou imperceptivelmente, que dominam os homens e a humanidade.
Sei, entretanto, de uma inegável verdade: meu mundo só é suportável diante da existência desta outra dimensão que oferece todo tempero que minha existência anseia, deseja e necessita.
Lembro agora das meninas que vencendo culturas e guerras ganharam a atenção e respeito de todos os mundos simplesmente com atitudes e palavras que abriram a elas as portas da ONU para universalizar suas manifestações!

Homenageando a todos habitantes desta outra dimensão de meu planeta desejo que o dia internacional da mulher se comemore a cada um dos dias que nos resta enquanto humanidade.

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Acredite em mim!

Que fique claro: - Eu não sou um Deus, nem semideus, nem imortal. Também não sou profeta, filosofo, mártir religioso; nem nessa nem em vidas pregressas (será que tivemos outras vidas?).
Certamente, se tive vidas pregressas não fui general nem imperador. Não existem resquícios de ter sido rico, nobre, importante nem nada.
Acredito até que sou filho de Deus como a maioria da humanidade acredita, mas o meu Deus é provavelmente diferente do seu. Nunca vi ninguém conseguir descrever Deus e acho que é porque nossa linguagem é ainda muito limitada para alcançar tal façanha. Assim cada um de nós tem um Deus individualíssimo.
Importante:
- Não sou médium, vidente, ouvinte, intuitivo ou qualquer coisa que a estas se assemelhem.
O futuro pode estar ou não traçado, não importa, eu não quero conhecê-lo previamente, até porque todo final leva à morte.
Medo de morrer? Nenhum! Tenho, como quase todo mundo, medo do desconhecido e não conheço a morte. Assim esse é um medo genérico, sem cor, sabor ou rosto.
Saibam:
- Para ajudar aos que me cercam, ao próximo, só conto com a minha própria experiência de vida e com o que assimilei da cultura de forma geral.
Extraterrestres, intra-terrestres, alienígenas, discos voadores, ou melhor, objeto voador não identificado... Tenho que acreditar que existe vida fora da Terra, que talvez eles existam e sejam os anjos que habitam os textos mais sagrados da humanidade. Afinal se aqui ocorreram tantas circunstâncias improváveis para que existíssemos e percebendo a infinitude do infinito universo, prefiro não me ver como uma espécie privilegiada - já chega acharmos que éramos o centro do universo.
Muitos até acreditam que somos a espécie mais importante do mundo, mas ao nos ver como a única espécie que pode destruir tudo (e não conseguimos construir com todos os elementos que dispomos na natureza uma única vida) e que não se poupam esforços nem recursos para conseguir ainda mais poderes destrutivos, não posso julgar o ser humano como uma espécie realmente exemplar. Ainda matamos seres de nossa espécie, praticamos a violência com desculpas diversas - até religiosas - quando sabemos que na realidade, por trás destas ações está sempre o poder. Que ser evoluído é esse? Sempre existiram homens que se acharam ainda mais especiais que os outros homens e usaram as lideranças para subjugar o próximo... Devemos ser mesmo maravilhosos, mas não a melhor nem a mais forte criatura da Terra - todos morremos e por vezes por ser atacado por uma das menores criaturas - um vírus!
Bem, refletindo comigo mesmo, sem me menosprezar nem dizimar minha auto-estima,  sou um nada, ou uma pedra como alguém já me denominou em se tratando das coisas do espírito (será que eu tenho um?).
Sou, como você, rapidamente substituível! Se eu faltar (morrer) poucos sentirão minha falta realmente - uns vão até lembrar de mim - os familiares mais próximos vão sentir saudades, mas não acredito que dez pessoas realmente se abalarão e passado muito pouco tempo a maioria já terá esquecido de mim (e de você também - não se iluda).
Entretanto:
ACREDITEM EM MIM!
Sou feliz!
E se eu, insignificante enquanto pessoa, enquanto espécie, enquanto terráqueo, enquanto habitante deste sistema solar, que vivo numa ponta da galáxia que fica num subúrbio da via láctea, que é apenas mais uma entre milhões, sou feliz, você também pode ser.
Seja qual for o momento que você esteja vivendo olhe para a história da efêmera humanidade e assim perceberá o quanto é ainda mais efêmeras suas tolas preocupações.
Não vou dizer que meu Deus dá de comer aos pássaros pois só eles sabem o quanto se esforçam apenas para se manterem vivos. Mas posso dizer que se um simples passarinho enfrenta o clima, as tempestades, as vicissitudes, as intempéries, e as bonanças para sobreviver e tem sucesso, com você não há de ser diferente.
Por isso, seja feliz, nem que a princípio apenas externamente - é horrível ficar ao lado de quem está triste, prá baixo, preocupado - e pior ainda é se vê na solidão.
Por isso sorria, ria, dance, goze, pule, grite, abrace, beije, se aproxime, apaixone-se, sofra (rindo), viaje (nem que seja a outro bairro), converse, telefone, procure as pessoas que você já conheça, faça questão de conhecer os estranhos - VIVA!
Aposto que como eu, assim, logo, logo, você poderá ser ainda mais feliz que eu!
Cuidado: - Essa vai ser sua tarefa mais complicada porque eu acordo cantando, passo o dia rindo e vou dormir feliz!


Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Por um Mundo Melhor!

Criados fomos à imagem e semelhança de Deus e normalmente não paramos para pensar sobre isso. Pensemos que aqui estamos para evoluir e para fazer deste planeta um “Mundo Melhor”. Lembremos que as características humanas que possuímos, apesar de imperfeitas, possuem matriz divina. Assim a sociabilidade do ser humano não existe por acaso.
Somos seres sociais, não suportamos a solidão, nos agregamos em razão de identificações com diversos grupos: vizinhança, profissional, familiar entre outras. Mesmo estes grupos são por nós subdivididos alcançando com mais proximidade os mais semelhantes...
Olhem as palavras que surgem: proximidade, semelhantes!
Lembrem a máxima cristã: Amai ao próximo como a si mesmo!
Muitos acreditam que devemos amar aos outros como a nós mesmos, mas o cristianismo aponta um caminho muito mais simples, não são os outros, são os próximos, os mais semelhantes, nossos diversos grupos humanos.
Porque será que o Cristo nos aconselhou a amar nosso próximo e não a humanidade? Em relação à humanidade ele apenas disse que somos iguais, que somos irmãos, mas ao aconselhar o amor incondicional ele sabia da imensa impossibilidade que se abriria diante de nós e a exposição que teríamos se assim agíssemos, daí a restringir ao próximo o amor incondicional.
As Redes Sociais da internet, hoje tão em moda, tentam comprovar a tese que estamos distante de qualquer outro ser por apenas sete níveis, isto é, qualquer ser humano está ligado indiretamente a mim por se relacionar pelo menos com o amigo, do amigo, do amigo, do amigo, do amigo, do amigo, do meu amigo. Mas Jesus só me aconselha a amar incondicionalmente os mais próximos, o que isso significa na realidade deixarei para a consciência de cada um avaliar.
Todavia, se as redes sociais estão corretas em sua tese de proximidade em sete níveis, podemos fazer deste planeta um “Mundo Melhor” se interagirmos, participarmos e colaborarmos efetivamente e com amor nos ciclos sociais que nos são próximos. Quais?
- Nossa pequena estrutura familiar (ascendentes e descendentes) e na estrutura estendida (colaterais – primos);
- Nossa vizinhança: vizinhos propriamente ditos, moradores de nosso prédio, nossa rua, nosso bairro (Que tal participar com amor da reunião de condomínio?);
- Escola nossa e de nossos filhos (conselho de pais e mestres etc.);
- Estrutura profissional: colegas de profissão, de setor, de departamento, de empresas, de empresas vizinhas;
- Relacionamentos religiosos: pessoas do grupo que frequentamos, dos grupos próximos da mesma denominação, próximos de outras religiões, religiosos em nossas relações pessoais;
- Comerciais: clientes, concorrentes etc.;
E por ai vai.
Estou lembrando esses fundamentos cristãos porque nossa realidade atual, pelo menos em nosso entorno, é de total descompromisso. Os egoísmos continuam nos prendendo exclusivamente à pequena estrutura familiar e a nós mesmos e só o que nos é importante tem valor. Se roubam nosso carro queremos providências enérgicas das autoridades por onde transitamos, o resto do estado não importa. Se falta professores para nossos filhos queremos melhorias para àquela escola e não nos envolvemos em buscar melhoria para a rede, para a educação. Não nos envolvemos em política, deve ser pecado. Poucos de nós se envolve em grupos ativos e alguns o fazem para usufruir de alguma forma das benesses geradas.
Temos que nos dedicar ao espírito associativo, ao coletivo, ao social. Devemos nos empenhar em mudar a sociedade. Temos que discutir com nossos pares (mais próximos) o que pode ser feito para reduzir e extinguir os “cracudos” e não apenas desejar que as autoridades os afastem para baixo dos tapetes da burocracia evitando que vejamos nossas mazelas sociais ou nos sintamos inseguros diante de um grupo de semelhantes que erram tanto quanto nós. Temos que discutir a violência, suas origens e consequências e alternativas para extirpar esse comportamento social.
Ou será assim ou continuaremos a mudar o mundo pelas guerras, pela violência estatal, pelo domínio de tiranos, através de líderes carismáticos que, como Hitler, podem modificar a visão das massas tornando aceitável e factível o assassinato em massa para purificação da raça!
Uma nova ordem lhes dou: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!
Assim pode ser que no futuro vivamos em um “Mundo Melhor”!

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Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ciência ou Divindade - Quem tem razão? – Coincidências?



http://vivopelavida.com.br
Pequenez humana diante da infinitude universal.
Para os leigos definições de termos como Deus, vida, universo etc. é muito simples e intuitivas. Mas o homem precisa ser conceitual já que a comunicação é fundamental ao desenvolvimento das nossas capacidades intelectuais.
A ciência ainda não conseguiu, todavia, conceituar a palavra vida (ver: Definindo Vida no site da UNESP).
Sabemos, entretanto, que para haver vida humana como a conhecemos é fundamental a existência de água. Mas seria só isso? Pelo menos na Terra, não! Aqui precisamos de um elenco de coincidências que se viram reunidas neste planeta. Sem esgotar o tema vamos citar apenas algumas a seguir.
Para a sobrevivência do ser humano é necessário existir oxigênio e o nitrogênio. O oxigênio altamente consumido e transformado em gás carbônico precisa ser renovado pelas plantas (fotossíntese) e no mar pelos plânctons. Mas para esses gases ficarem retidos no planeta precisamos de atmosfera.
Outros planetas possuem atmosfera mas elas apresentam grande variação e nosso corpo vive melhor na pressão existente na Terra ao nível do mar. Muitos planetas esmagariam nossos corpos, mas isso poderia ser uma simples questão de adequação.
Mas é certo que precisamos da energia solar. Porém a energia solar traz consigo tempestades diversas que não nos exterminam porque nosso planeta possui um escudo de força formado pelo seu magnetismo. Apenas ele não daria conta de filtrar tudo que o Sol envia ao nosso planeta. Sem as tempestades elétricas da ionosfera redistribuindo a eletricidade por todo planeta e sem a camada de nuvens que renovam as águas e acumulam a eletricidade, que ionizada, provocam os raios.
Precisamos de vida para nos alimentar – afinal a vida humana se alimenta da vida animal e vegetal – e também dos minerais. Precisamos também da química que nos permite transformar em energia esse conjunto de elementos orgânicos e inorgânicos.
Precisamos da Lua para que as marés ocorram, da atmosfera para reduzir o volume de impactos de corpos extraterrestres que normalmente se inflamam e perdem massa pelo atrito com a entrada em nosso planeta.
Os incêndios, os vulcões e outras manifestações que chamamos de desastres ajudam a renovar a vida na Terra e se atingissem outras dimensões exterminariam os homens do planeta.
Chega, estou ficando chato, mas o certo é que precisamos de muitas coincidências presentas e atuando em conjunto para que não sejamos extintos. E: “Coincidência e a maneira que Deus encontrou para permanecer no anonimato.”, disse Albert Einstein.
Quanto mais conhecimento científico acumula o indivíduo mais se perde. Já fomos o centro do Universo e hoje temos que aceitar humildemente nossa insignificância de estar nos “subúrbios” de uma galáxia que nada tem de especial. Somos um nada cercado de coincidências para existirmos.
A ciência, que não conseguiu nem criar nem conceituar a vida, insiste em não ver Deus no final de seus questionamentos. Como diz o Livro dos Espíritos: "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Assim, as respostas terminam quando só a existência de Deus poderia explicar. Quanto mais longe o homem leva seu conhecimento científico mais perguntas ficam sem respostas.
Afinal a Ciência, por enquanto, está aprendendo as maravilhas da criação divina sem lhes dar crédito. A Divindade continua junto aos leigos que acreditando em Lavoisier admite que "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", acredita na existência de sua alma que faz parte deste Universo infinito sendo tão infinita quanto ele.


Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com