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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ciência ou Divindade - Quem tem razão? – Coincidências?



http://vivopelavida.com.br
Pequenez humana diante da infinitude universal.
Para os leigos definições de termos como Deus, vida, universo etc. é muito simples e intuitivas. Mas o homem precisa ser conceitual já que a comunicação é fundamental ao desenvolvimento das nossas capacidades intelectuais.
A ciência ainda não conseguiu, todavia, conceituar a palavra vida (ver: Definindo Vida no site da UNESP).
Sabemos, entretanto, que para haver vida humana como a conhecemos é fundamental a existência de água. Mas seria só isso? Pelo menos na Terra, não! Aqui precisamos de um elenco de coincidências que se viram reunidas neste planeta. Sem esgotar o tema vamos citar apenas algumas a seguir.
Para a sobrevivência do ser humano é necessário existir oxigênio e o nitrogênio. O oxigênio altamente consumido e transformado em gás carbônico precisa ser renovado pelas plantas (fotossíntese) e no mar pelos plânctons. Mas para esses gases ficarem retidos no planeta precisamos de atmosfera.
Outros planetas possuem atmosfera mas elas apresentam grande variação e nosso corpo vive melhor na pressão existente na Terra ao nível do mar. Muitos planetas esmagariam nossos corpos, mas isso poderia ser uma simples questão de adequação.
Mas é certo que precisamos da energia solar. Porém a energia solar traz consigo tempestades diversas que não nos exterminam porque nosso planeta possui um escudo de força formado pelo seu magnetismo. Apenas ele não daria conta de filtrar tudo que o Sol envia ao nosso planeta. Sem as tempestades elétricas da ionosfera redistribuindo a eletricidade por todo planeta e sem a camada de nuvens que renovam as águas e acumulam a eletricidade, que ionizada, provocam os raios.
Precisamos de vida para nos alimentar – afinal a vida humana se alimenta da vida animal e vegetal – e também dos minerais. Precisamos também da química que nos permite transformar em energia esse conjunto de elementos orgânicos e inorgânicos.
Precisamos da Lua para que as marés ocorram, da atmosfera para reduzir o volume de impactos de corpos extraterrestres que normalmente se inflamam e perdem massa pelo atrito com a entrada em nosso planeta.
Os incêndios, os vulcões e outras manifestações que chamamos de desastres ajudam a renovar a vida na Terra e se atingissem outras dimensões exterminariam os homens do planeta.
Chega, estou ficando chato, mas o certo é que precisamos de muitas coincidências presentas e atuando em conjunto para que não sejamos extintos. E: “Coincidência e a maneira que Deus encontrou para permanecer no anonimato.”, disse Albert Einstein.
Quanto mais conhecimento científico acumula o indivíduo mais se perde. Já fomos o centro do Universo e hoje temos que aceitar humildemente nossa insignificância de estar nos “subúrbios” de uma galáxia que nada tem de especial. Somos um nada cercado de coincidências para existirmos.
A ciência, que não conseguiu nem criar nem conceituar a vida, insiste em não ver Deus no final de seus questionamentos. Como diz o Livro dos Espíritos: "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Assim, as respostas terminam quando só a existência de Deus poderia explicar. Quanto mais longe o homem leva seu conhecimento científico mais perguntas ficam sem respostas.
Afinal a Ciência, por enquanto, está aprendendo as maravilhas da criação divina sem lhes dar crédito. A Divindade continua junto aos leigos que acreditando em Lavoisier admite que "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma", acredita na existência de sua alma que faz parte deste Universo infinito sendo tão infinita quanto ele.


Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Renascer


João – Capítulo 3
E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Somos sábios, cada um de nós. Por isso nos foi dado o livre arbítrio. Se temos o livre arbítrio é porque sabemos discernir o bem do mal, o bom do ruim, o certo do errado. Mas, se é assim, por que continuamos errando? Porque somos humanos, fracos, viciáveis, suscetíveis das mais diversas falhas. Mas sábios que somos criamos as religiões e nelas buscamos abrigo: uns para não mais errar, outros para poder crer que pecados são perdoáveis.
Sim, os pecados são perdoáveis como as dívidas também são. É só pagar a dívida ou não mais se endividar que mesmo na lei falha dos homens o “seu nome fica limpo”!
No mundo religioso ou pagamos pelos nossos erros ou mudamos nosso comportamento angariando méritos que terão o “poder” de deixar alguns de nossos erros impunes.
Seria isso o renascer?
Certamente que não. O Cristo ensina que renascer é um nascer diferente, todos nasceram da carne. Renascer é nascer do espírito. É uma escolha. Um compromisso pessoal. É fazer o racional sobrepujar o animal e provocar a reforma moral interior do homem fazendo dele um guerreiro atroz contra os “próprios” erros. Veja bem: Não é mudar o outro, corrigir o erro do outro, julgar o erro alheio. É muito mais difícil, é uma luta interior, é mudarmos a nós mesmos, julgarmo-nos, ver a trave em nossos próprios olhos.
Repetindo: Somos sábios, cada um de nós. Por isso nos foi dado o livre arbítrio. Assim criamos alguns inícios, na tentativa de mudar o fim que se apresenta como consequência de nossos atos.
Temos o início de cada dia, os inícios de semana, novos meses... E temos o que nos permite um planejamento de mais longo prazo: a passagem de cada ano.
Um ano termina e outro ano começa. É o melhor momento para avaliarmos tudo que fizemos de nossos instantes e seus resultados. O passado é só uma recordação e o futuro ainda não existe. O presente é o efêmero instante como os que agora estamos vivendo. É nestes instantes, no conjunto deles, que moldamos o resto dos nossos dias com base em nossas metas e no conhecimento adquirido nas experiências já vividas e na aprendizagem adquirida.
Podemos optar por aprender vivendo e sofrendo. Podemos optar por adquirir os conhecimentos alheios estudando-os – lendo o que foi escrito sobre um assunto, ouvido a experiência vivida por outrem. Tudo aquilo que aprendemos sem ter vivido ou comprovado – acreditando na vivência e experiências de outros seres – podemos chamar de estudo. O estudo tanto encurta o caminho da reforma moral como pode nos levar a errar com mais eficiência.
Um filme pode nos ensinar até a roubar bancos, um livro espírita pode revolucionar a forma de vermos o mundo e nossa existência.
É chegado, pois, um momento muito importante para todos nós. Novo ano se aproxima e é nos dada nova oportunidade de olhando para dentro de nós mesmos traçarmos compromissos pessoais e renascer. Com humildade podemos pedir apoio e ajuda a todos que nos amam inclusive ao Cristo e a nossos mentores.
Proponho que tracemos metas pessoais, afetivas, profissionais e morais. Não para o ano seguinte, isso é pouco! Metas para a vida! Ousada, utópica, revolucionária! E para alcança-las crie compromissos, ai sim, para 2012! E para os anos seguintes! Como uma escada longa a ser galgada degrau a degrau.
Escreva suas ousadas metas e sua meta atual: não esqueça: do imóvel, do carro, das férias sonhadas e do Cristo que nos espera de braços abertos e torcendo para você renascer!


Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com