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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Padrão de Beleza

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   Quem sou eu? Quem é você? Quem somos juntos? Quem eu sou no trabalho? E em casa? Será que tenho múltiplas personalidades? Será que vivo personagens diferentes de mim mesmo? Chega de perguntas. Onde as respostas?
   Você se conhece? Já parou para verificar suas virtudes?
Acho que temos que começar a nos olhar por esse prisma. O prisma das virtudes. Ser humilde não é deixar de perceber o que você tem de bom, nem esquecer em que você tem que melhorar, não para o mundo, para você mesmo.
   Costumamos ser muito crítico com nós mesmos.                  Gostaríamos de ser mais magros ou mais gordos, mais altos ou mais baixos, cabelos mais lisos ou mais encaracolados, mais brancos ou mais morenos, mais ou menos peito / seios / músculos / cintura / quadril / bunda.
   As pessoas costumam se comparar com um padrão muito exigente, mas um padrão de beleza. Isso pouco importa de fato. Basta olhar ao seu redor para ver como é raro alguém ser perfeito em todos os itens e quando você o encontra e pergunta a ele o que gostaria de mudar esse alguém também vai estar insatisfeito com seu corpo, seus traços etc.
   Entretanto, o que realmente importa é quem você é, como você é, quais suas reações diante de imprevistos. É isso que temos que conhecer e normalmente preferimos nem pensar nisto. É seu procedimento, sua forma de pensar e agir que são capazes de mudar o mundo ao seu redor.
   Não, não pense em Jesus, Gandhi, Buda, Luther King, ou qualquer outro nome. Estou falando daqueles que sorriem para você, que lhe abraçam fraternalmente, recebem você com carinho, respeitam, admiram, interagem com você. É tão bom cruzar com essas pessoas. O que elas têm de diferente?
   Na verdade, mesmo que elas não sejam cristãs, elas estão fazendo apenas o que Cristo nos ensinou a 2.000 anos e embora saibamos claramente sua mensagem não nos esforçamos para alcançar o que Cristo nos pediu. Ele só pediu que víssemos a quem nos cerca como se fossem nós mesmo.
   Que você, ou melhor, que eu consiga ser a diferença para os que me cercam. Que eu consiga animá-los, confortá-los, respeitá-los e assim, simplesmente, consiga mudar o mundo.
   Que eu consiga refletir em mim tudo aquilo que percebo e penso em criticar nos outros. Que eu consiga perceber que também tenho que melhorar nas mesmas falhas que aqueles que estão ao meu redor possuem.
   Vejam bem, não estou falando de mais pobres, mais humildes. Estou, como Jesus falou, falando do próximo. Seu cônjuge, seus filhos, seus pais, seus irmãos, seus vizinhos, familiares, amigos de todos os ambientes. Qualidade humana começa em casa.

   Vamos - juntos - mudar o mundo?

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Paixões Humanas

   A capacidade humana de se apaixonar me impressiona. Não que eu condene este sentimento, ele faz parte da natureza humana e as paixões são, em sua maioria, salutares, pelo menos em seu início.

   A paixão mais comum e talvez a primeira que experimentamos de fato é a que superlativa nossas relações amorosas. Em seu início, e enquanto sob o controle da racionalidade, ela nos leva a emanações de felicidade e prazer que envolvem o ser amado.

   O perigo das paixões está justamente quando ela se transforma em escravidão do ser apaixonado. Desaparecem seus melhores efeitos e, subjugados por ela, passamos a exigir do objeto de nossa paixão que espelhe o que imaginamos e não a realidade.

   Assim ofuscamos o que tem de belo em nossas relações amorosas passando a sufocar o ser amado. Mesmo nos demais campos onde as paixões se manifestam é mais ou menos a mesma coisa que vemos acontecer.


   Os torcedores de um time – ente abstrato dentro de nós e personificado por um símbolo, suas cores e a equipe que as defende – podemos nos tornar agressivos contra as pessoas que julgamos serem responsáveis por aquele time estar nos fazendo sofrer ao invés de nos proporcionar prazer e felicidade.

   Uma coisa é comum em toda paixão humana: a busca da felicidade. Seja ela por uma pessoa, por um time, por uma religião. Nós, os seres humanos, temos dificuldade de chamar para si a responsabilidade pela nossa felicidade.

   Assim podemos classificar como paixão nossos vícios. Quem usa entorpecentes e se apaixona pelo o que ele proporciona se transforma num apaixonado. Mesmo racionalmente acreditando que deve, para seu próprio bem, abandonar o vício, vai criando uma série de desculpas e subterfúgio para mantê-lo acesso e funcional.

   A pior parte das paixões reside justamente nesta esfera que afasta o racionalismo da personalidade humana. Deixamos de ver as coisas como são e passamos a vislumbrá-las como deveriam ser no modelo que concebemos, repleto de subjetividade no abstrato em que a paixão se transforma ofuscando o próprio objeto da paixão.

   Explicando melhor. Um viciado não vê um simples pó branco quando olha a trilha da cocaína a sua frente, ele vislumbra o mito que o alçara àquele primeiro prazer experimentado e em busca desse prazer que jamais se repetirá ele continua consumindo aquele pó branco como se fosse o afrodisíaco divino inenarrável.

   O ser humano tem a capacidade de sublimar o objeto de suas paixões e com isso o retira do mundo real criando, assim, a insatisfação naquilo que deveria satisfazê-lo. Esperamos sempre mais do ser amado, de nosso time, de nossos vícios.

   Acontece que o ser humano, também, não costuma reavaliar suas crenças. Depois que assimila um conceito – grande parte deles têm origem na adolescência – nem sempre é capaz de reexaminá-lo. Esquecemos que grande parte do que somos é a expressão do outro em nós como defendem algumas correntes filosóficas. Assim é que surgem os preconceitos. Somos, todos nós, de alguma forma, donos da verdade. É com base nestas verdades que enxergamos o mundo e discernimos entre o certo e o errado.

   Mas, o que é certo para mim, pode parecer errado a outrem e os limites de onde começa e termina minha liberdade e começa a liberdade alheia são tão tênues que é comum avançarmos muito além destas fronteiras, em especial quando fustigado pelas paixões.

   Disse isso tudo para trazer você até aqui. Antes das mais sérias decisões de sua vida dispa-se de seus preconceitos e tente recolorir o mundo a sua volta. Tente usar as cores que os outros usariam. Isto é, pense com a mente de quem o confronta. Pense no outro como se fosse você mesmo.

   Quem sabe assim a humanidade tenha uma oportunidade para se humanizar mais e melhor. Não decida nada com base apenas em seus preconceitos, ou melhor: pré-conceitos. Leve em consideração as crenças e paixões alheias. Tente ver com outros olhos.

   Coragem! Enfrente a si mesmo. Dispa-se antes de se olhar no espelho moral e tente ver a realidade que ele reflete. Não caia no lugar comum de enxergar melhor os erros alheios. Reflita, pondere e tente, realmente, se autoconhecer. Não para que o mundo se torne um lugar melhor, mas que você saiba caminhar e conquistar sua felicidade percebendo que ela não depende de mais ninguém que não apenas você.

   A felicidade, para ser conquistada, pode exigir renúncias, dores, abnegação. Como um alcoólatra será feliz antes de abandonar o álcool por quem é apaixonado? Devemos abandonar coisas e até pessoas no caminho em prol de nós mesmos. E, tenha certeza, a pessoa abandonada (coisa não tem sentimentos) também terá a chance de ser mais feliz.

   Cuidado apenas com o termo “abandonar pessoas”. Que ele não signifique para você romper relações. Falo da pessoa que você enxerga quando olha as pessoas que lhe importam. Vê-las de maneira diferente e abandonar aquela construção distorcida pelas suas paixões normalmente é o suficiente para um projeto de felicidade.

   Lembro que em determinado momento me vi com saudades da minha esposa e percebi que continuava vendo-a como a menininha de treze anos que conheci mesmo quando ela já passara dos vinte e dois anos e já era mãe. Reinventá-la em minha mente tentando fazer com que ela correspondesse o mais possível com a pessoa real que vivia ao meu lado pode ter sido a fórmula para com trinta e quatro anos de relacionamento cotidiano (depois de nove anos de namoro) jamais tenhamos sequer brigado.

“As paixões humanas não têm conta,
são tantas, tantas,
como as areias do mar,
e todas, as mais vis como as mais nobres,
começam por ser escravas do homem
para depois o tiranizarem.”
Nicolau Gogol

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Contar o Tempo?

     Nossos sentidos nos orientam e parte do que existe percebemos através deles. Para além de nossos sentidos percebemos uma outra parte entre outros meios pelo conjunto de fenômenos que norteiam o raciocínio. O tempo para ser percebido acaba entremeando estes dois campos.

     A percepção do tempo depende do fato que estamos vivendo e assim um mesmo segundo efêmero para os outros pode parecer eterno para alguém em determinadas circunstâncias tais como o risco de morte eminente, o momento de conquista de um objetivo, um precioso momento de amor.

     Todavia os fatos ficam registrados no tempo e nele são imutáveis e nunca mais se repete a não ser através da memória.

     Para registrar a passagem do tempo temos os dias, o clima e as estações climáticas, os astros... E o homem conseguiu conta-lo em unidades de medidas das mais diversas. 

     Mas, para que contar o tempo?

     Aguardo as respostas. 
Feliz 2015!
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Simpatia para conquistar o ser amado

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http://dicasgratisnanet.blogspot.com.br/2012/06/
simpatias-para-arrumar-emprego-bom-e.html
É comum as pessoas negarem que fazem simpatias para conquistar a pessoa amada, mais comum ainda é recorrer a estas simpatias em segredo. Só que a grande maioria não funciona. Por que?
Ora, simpatia é uma energia e como tal deve ser praticada. Ela exige objetivo consistente e dedicação de quem vai executá-la. Mas a maioria das pessoas que ensinam as simpatias só ensinam o ritual pensando que todos já conhecem os preparativos por serem intuitivos.
Vamos descrever todo o ritual, passo a passo.
1. Travando conhecimento: o mínimo que se espera é que o ser amado possa estar próximo de você. Quanto mais próximo melhor e mais rápido a simpatia vai funcionar. Assim, se possível, esqueça seus acanhamentos e se permita travar conhecimento e possibilitar a existência de diálogo entre vocês.
2. Mantenha a atenção: os detalhes são fundamentais para o início de uma relação amorosa, mesmo que a pessoa que você deseje seja próxima mantenha atenção especial sobre ela. Atente para cada detalhe de sua personalidade, de suas expressões faciais e corporais – a maior parte da comunicação estão além das palavras. Conheça profundamente a pessoa amada.
3. Elogiando em silêncio: demonstre sua admiração, seu respeito e seu afeto por suas reações corporais, pelo seu olhar. Como? Deixando-se levar pelo seu coração e estando sem defesas quando diante da pessoa amada. Não se oculte. Deixe que ela perceba o que lhe agrada e o que lhe desagrada. Tudo isso é elogio. A franqueza é um elogio. Por vezes a pessoa amada está tentando lhe impressionar e usa uma forma errada e fica lhe observando para ver se está no caminho certo. Se para agradá-la você fingir que gosta de tudo não vai dar certo. Use a autenticidade e honestidade com transparência.
4. Intuição e Percepção: durante esse período preparatório pode ocorrer certo desinteresse de sua parte ou da parte da pessoa amada por você. Nada de desespero. Reflita e analise. Pode ser que isso significa que essa pessoa não é a melhor pessoa para você e que foi escolhida por apenas um de seus atrativos (porte, beleza, voz, cor dos olhos ou nuances semelhantes) e o todo pode até ser desagradável e ainda assim, por uma questão de orgulho pessoal, você esteja querendo conquistar essa pessoa. Conquista não é algo que se faça apenas para uma autoafirmação junto aos seus amigos e amigas. Seja responsável antes de usar a simpatia.
5. Felicidade, Alegria e Sorrisos: todo relacionamento pode ser agradável ou doloroso. Muita gente sofre, apanha e insiste em manter o relacionamento. Não tente entender o ser humano! Mas antes de usar a simpatia perceba se a pessoa amada lhe faz sorrir. Aprofunde-se nesta sensação e verifique se ela faz com que você fique mais alegre na sua presença. Vamos mais fundo! Veja se existe felicidade nos momentos de proximidade. Se uma dessas premissas falhar; desista! Para que se apaixonar ainda mais e fazer a pessoa amada se apaixonar por você se o resultado desta interação só vai provocar dor?
6. Agora estamos prontos para a simpatia. Use a que você conhecer ou uma das abaixo:
a) Desenhe uma folha de papel com o nome de vocês e com o que mais você tiver vontade e mantenha sob seu colchão por 15 dias. Depois desse prazo, se ainda não estiver acontecendo nada de novo, faça 9 dobras e jogue num rio ou no mar. Em 15 dias você terá conquistado a pessoa amada. Se isso não acontecer é porque ela definitivamente não é sua alma gêmea. Deixe a fila andar e observe melhor ao seu redor. Seu verdadeiro amor deve estar bem próximo e isso estimulou você a busca-lo mas você errou o alvo.
b) Num pedaço retangular de papel branco escreva de um lado seu nome e do outro o nome da pessoa amada. Use uma vela branca virgem. Acenda a vela e com cuidado para não se queimar deixe pingar algumas gotas no meio do papel sobre seu nome. Dobre o papel e deixe pingar no meio mais algumas gotas. Torne a dobrar e deixe pingar mais vela. Coloque o papel sobre um prato e com a vela queime o máximo possível dele sem se queimar. Espere 15 dias e repita a operação.
c) Corte 3 fitas de papel branco. Escreva seu nome num lado e o nome da pessoa amada do outro. Prenda as fitas de papel num balão de gás. Solte o balão numa hora “cheia”, isto é: 2h00, 4h00, 9h00 – nunca 2h05 ou 4h30, ou 9h20 – quando o ponteiro dos minutos estiver sobre o número 12 do mostrador – mas não conte a ninguém. Na mesma hora, 15 dias depois, regue uma planta.
Todas estas simpatias podem levar até 30 dias depois de iniciada para acontecer, mas só devem ser iniciadas depois de cumpridas as 5 etapas preparatórias. Como eu disse antes, qualquer outra simpatia poderá ser usada mas você deve aguardar 30 dias depois de efetuá-las mantendo a proximidade com a pessoa amada.
Na verdade só existe uma simpatia para conquistar a pessoa amada: o tempo. Nestes casos em dois meses estando próximos, atentos, disponíveis e se autoconhecendo e deixando transparecer seus mais verdadeiros sentimentos você só não conquistará quem não tiver empatia com você – o que será uma sorte para ambos!

Mas, se depois de tudo isso você insistir em trazer de volta a pessoa amada em 3 dias, vai aqui uma dica:
Vídeo do "Porta dos Fundos" no
YouTube que consegue trazer
a pessoa amada de volta em 3 dias!
..:: CONTRATE JÁ ::..


Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eu Garanto – Sou Feliz!

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Eu garanto que não era amor!
A primeira vez que te vi
Foi impossível não notar
Seus cabelos refletindo o sol
Sua pele branca, seu lindo corpo
Seu gingar feminino ao andar
A exuberância da adolescência
O não me ver, nem me olhar.

Eu garanto que não era amor!
Mas tinha que chamar a atenção
Tinha que me fazer notar
Sentado peguei pedrinhas e
Não hesitei ao, em você, jogar!

Eu garanto que não era amor!
Mas vi seu enraivecido olhar
Você mais uma vez se voltar
Nos olhos um outro brilhar
Sorria por dentro e seguia séria
Por certo para eu não notar!

Eu garanto, ainda não era amor!
Me aproximei de você lentamente
Vizinhos sempre se esbarram
Motivos eu sempre inventava
E você sorria mas não me ligava!

Eu garanto, ainda não era amor!
Você foi tomando minha mente
Mesmo distante estava sempre comigo
Eu sonhava acordado, atraído de fato
Querendo crer em sonho encantado!

Eu garanto, não existia amor!
Conquistar a amizade foi um parto
Estar perto era quase impossível
Passeando você me sorria mas...
Eu não conseguia seguir a seu lado!

Eu garanto, não existia amor!
Aquilo já era paixão, estava apaixonado!
Fiz loucuras, inventei de tudo até...
Voltar da escola ao seu lado.
Mas só na vez seguinte me fiz de ladrão
E roubei-lhe um beijo! Encantado!

Eu garanto, aquilo não era amor!
A paixão deturpa a visão e a vida
Não tinha paz nem sossego
Queria ter você e não estar com você
Queria possuir e não conviver
Ciúmes, brigas, pazes, que bom que passou!

Eu garanto, aquilo não era amor!
Eu era feliz e sofria, você sofria também
Agente já quase nem ria e brigava
Mas sem você não ficava, não vivia
E você me desculpava – irritada desculpava!

Eu garanto, não percebi o amor!
A paixão foi se transformando com os anos
Veio a parceria e a cumplicidade
Veio a integração e a maturidade
Ao redor de você agora eu gravitava!

Eu garanto, isso não é só amor!
Gravidez, casamento, pouco pão e circo
E você me bastava!
Só a você desejava!
Minha vida era você!
E nossa meninas adoradas!

Eu garanto, isso não é só amor!
Hoje, sem o brilho juvenil nos olhos
Sem o brilho juvenil no corpo
Praticamente senil – mas não tanto!
Olho para trás e revejo nossa vida
Sem brigas, sem discussões, sem prantos
E descubro...

Não era amor,
Ainda não era amor,
Não existia amor,
Aquilo não era amor,
Não percebi o amor,
Isso não é só amor!
É a suprema, permanente e eterna felicidade!

 Em junho/2012 completaremos 15.000 dias de vida de nosso amor!


Borges.RJ
Contador de Histórias
borges.rj@globo.com